Epígrafe

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Vim para a vida e deram-me dias

Eu vinha para a vida e dão-me dias
Reduzida ao relógio a aventura
eu próprio me despeço da lonjura
e troco por desastres alegrias
Se não cabiam nestas freguesias
os gestos que trazia agora à lura
mal assoma limito a desmesura
e cantam rouxinóis não cotovias
E digo “senhorio” “procurador”
quando quero falar da minha casa
o templo onde habita o senhor
Não pode o homem ser aquele que é
mesmo que pra voar distenda a asa
ou seja natural de nazaré
Ruy Belo, Homem de Palavra(s), 1969
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Max Beckmann, O artista na sociedade, 1922

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